Abaixo-assinado a favor da prisão em 2ª instância

02/04/2018

  Um grupo de 40 promotores e procuradores de vários Ministérios Públicos espalhados pelo país está mobilizando a categoria e a magistratura nacional em um abaixo-assinado a favor da manutenção da prisão em segunda instância.

  O documento, acompanhado de uma nota técnica, será entregue aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), às 14h desta segunda-feira (02), na antevéspera do julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso do tríplex do Guarujá, no litoral de São Paulo.

  Até o momento, foram coletadas cerca de 4500 assinaturas de procuradores, promotores, juízes e desembargadores, de acordo com os organizadores do movimento. Um integrante do grupo contou que a decisão de elaborar a nota técnica ocorreu porque entendem que “a prisão depois da condenação criminal em segunda instância é constitucional e está de acordo com a jurisprudência do STF”.

  Na lista que será entregue aos 11 ministros da Suprema Corte estão, por exemplo, o procurador da República Deltan Dellagnol e o procurador do MP no Tribunal de Contas da União (TCU), Julio Marcelo de Oliveira.

  A nota técnica defende a constitucionalidade da prisão em segunda instância, determinada pelo Supremo em 2016, e descarta a violação da presunção de inocência. De acordo com o texto do abaixo-assinado, “nada justifica que o STF revise o que vem decidindo no sentido de que juridicamente adequado à Constituição da República o início do cumprimento da sanção penal a partir da decisão condenatória de segunda instância”.

   “A mudança da jurisprudência, nesse caso, implicará a liberação de inúmeros condenados, seja por crimes de corrupção, seja por delitos violentos, tais como estupro, roubo, homicídio, etc.”

                                                                     Jurisprudência

 Apesar de não serem as idealizadoras do abaixo-assinado, entidades de classe também demonstram simpatia à manutenção da prisão em segunda instância. O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Roberto Veloso, contou que a entidade não participou da iniciativa.

“A posição da Ajufe é pelo início do cumprimento da pena após condenação em segundo grau de jurisdição, mas não faremos mobilização ou coleta de assinaturas”, disse.

  Para José Robalinho Cavalcanti, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a presunção de inocência é um princípio universal há mais de 200 anos. Ele contou que confia que o STF manterá a jurisprudência, pois não há qualquer razão no direito ou na Justiça, e uma mudança seria um “retrocesso”.

“Essa mudança, se ocorrer, será a pior alteração possível para o nosso sistema: a sinalização de que o sistema jurídico-penal deve existir para não funcionar, principalmente, contra os ricos e poderosos. No momento em que o país busca se passar a limpo, seria a entronização da impunidade e um prejuízo de décadas em se construir um país mais justo e honesto”, alertou.

“Os procuradores da República estão desde sempre irmanados com a causa da proteção da lei e de um Brasil mais justo, portanto, não podem concordar nem se calar diante de uma discussão que traz tamanho retrocesso, emendou.

   Na próxima quarta-feira, os ministros do STF analisam o mérito do pedido de Lula para aguardar em liberdade os recursos contra a condenação na Operação Lava-Jato. O petista é réu em seis ações penais.

   Em 24 de janeiro, Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de Porto Alegre. No último dia 26, o TRF-4 rejeitou o embargo de declaração do petista e, pelo entendimento firmado pelo Supremo em 2016, Lula deveria ter sido preso após a condenação em segunda instância.

                                                                       Memória

                                                                            Decisões em 2016

   A prisão em segunda instância é uma possibilidade vigente no sistema judicial brasileiro. Foi decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro de 2016, por sete votos a quatro, e referendada pelo mesmo colegiado em outubro do mesmo ano, por seis votos a cinco. O réu ainda poderá entrar com recurso, mesmo não estando em liberdade.

  Em 17 de fevereiro de 2016, o relator do processo, o então ministro Teori Zavascki, deu parecer favorável ao cumprimento da pena após a decisão em segundo grau como uma forma de “harmonizar” o princípio da presunção de inocência com a efetividade da Justiça.

  Acompanharam o voto do relator os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber votaram contra o parecer de Zavascki, mas prevaleceu o posicionamento da maioria.

 Em 5 de outubro de 2016, a prisão em segunda instância voltou para o plenário do STF. O único voto diferente foi o de Dias Toffoli, e, mais uma vez, acabou mantido o parecer do relator pela maioria. Na época, procuradores da Lava-Jato consideraram a decisão “uma das mais importantes dos últimos anos”.

  Zavascki, que era o relator da Lava-Jato no Supremo, morreu em um acidente de avião em 19 de janeiro de 2017. Em fevereiro do mesmo ano, o novo relator passou a ser o ministro Edson Fachin.

  Em 17 de fevereiro de 2016, o relator do processo, o então ministro Teori Zavascki, deu parecer favorável ao cumprimento da pena após a decisão em segundo grau como uma forma de “harmonizar” o princípio da presunção de inocência com a efetividade da Justiça.

  Acompanharam o voto do relator os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber votaram contra o parecer de Zavascki, mas prevaleceu o posicionamento da maioria.

  Em 5 de outubro de 2016, a prisão em segunda instância voltou para o plenário do STF. O único voto diferente foi o de Dias Toffoli, e, mais uma vez, acabou mantido o parecer do relator pela maioria. Na época, procuradores da Lava-Jato consideraram a decisão “uma das mais importantes dos últimos anos”.

  Zavascki, que era o relator da Lava-Jato no Supremo, morreu em um acidente de avião em 19 de janeiro de 2017. Em fevereiro do mesmo ano, o novo relator passou a ser o ministro Edson Fachin.

Primeiro culto protestante no Brasil completa 461 anos

27/03/2018

  Neste mês de março relembramos a realização do primeiro culto evangélico no Brasil. O evento aconteceu no dia 10 de março de 1557 na ilha de Villegaignon, no Rio de Janeiro (RJ), completando em 2018 seus 461 anos.

  Para melhor compreensão do assunto, vamos voltar ao passado. Os primeiros seis jesuítas chegaram ao Brasil em 1549. E somente em 1553 chegou o mais conhecido de todos, José de Anchieta. Dois anos depois, cerca 600 franceses chegaram em solo brasileiro sob a liderança de Nicolas Durand de Villegaignon. Eles fundaram o Forte Coligny na Baía da Guanabara-RJ, dando origem à “França Antártica”.

 João Calvino agora entra como participante fundamental na história do Brasil. Nicolas Durand de Villegaignon pediu ao famoso reformador o envio de pastores. Foi então, que no dia 7 de março de 1557, chegaram dois pastores. Os doi, representando um grupo de huguenotes (protestantes franceses e calvinistas) e refugiados vindos de Genebra.

                                                                                              Entenda a história

 Antes da chegada dos pastores, houve uma primeira expedição. Mas, Villegaignon não teve o cuidado de selecionar os homens que viriam. Meses após a chegada, alguns expedicionários conspiraram contra o vice-almirante, sendo por este presos e mortos 16 dos conspiradores. Então, foi requerido uma segunda expedição, com 300 homens e três navios.

 Entre os tripulantes dos três navios havia 14 huguenotes, considerados protestantes franceses de renome, cujo chefe era Felipe de Corguilarai. Havia também os dois pastores.

 Então, no dia 10 de março de 1557 foi celebrado o primeiro culto protestante no Brasil. Quem dirigiu foi o pastor Pierre Richier, o qual pregou com base em Salmos 27.4. O Salmo 5 foi entoado. Já a primeira Santa Ceia aconteceu no dia 21 de março do mesmo ano, em rito Genebrino.

 Neste mesmo dia, um domingo, eles organizariam a primeira Igreja Evangélica das Américas. O vice-almirante Villegaignon foi o primeiro a participar do momento da ceia. Este veio a trair a confiança dos protestantes e perseguiu os huguenotes, passando a ser considerado pelos historiadores, por esse ato de traição, como o “'Caim das Américas”.

                                                                                                    Mártires da fé

 Jean de Bourdel, MathieuVerneuil e Pierre Bourdon, que chegaram ao Brasil na segunda expedição, foram os três primeiros mártires da fé evangélica no Novo Mundo. Executados em 9 de fevereiro de 1558, uma sexta-feira, por ordem do próprio Villegaignon. Sabe-se que o nome primitivo da atual Ilha de Villegaignon era Serigi ou Serigipe.

 Dez anos após a realização do primeiro culto na Guanabara, outro huguenote também pagou com a vida, pelo “crime” de pregar o Evangelho. No dia 20 de janeiro de 1567, quando se lançavam os fundamentos da cidade do Rio de Janeiro, Jacques le Balleur foi enforcado, por ordem de Mem de Sá, e com a assistência do padre José de Anchieta. Jacques le Balleur chegou à Guanabara na primeira expedição dos franceses.

EUA bloqueiam US$ 65 milhões de ajuda a palestinos

21/01/2018

Na última terça-feira (16), a administração do presidente Donald Trump cortou dezenas de milhões de dólares da verba antes destinada a ajudar refugiados palestinos, exigindo que a agência da ONU responsável por estes programas faça uma "reavaliação fundamental", segundo informou o Departamento de Estado dos EUA.

Em uma carta, o Departamento de Estado notificou a Agência de Socorro e Obras da ONU (UNRWA) que os EUA estão retendo cerca de US$ 65 milhões de uma parcela de financiamento de US$ 125 milhões. A carta também deixa claro que outras doações dos EUA dependerão de grandes mudanças por parte UNRWA, que foi criticada por Israel.

"Nós gostaríamos de ver algumas mudanças sendo feitas", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, acrescentando que são necessárias mudanças na forma como a agência opera e é financiada. "Isso não tem como objetivo punir ninguém".

O Departamento de Estado disse que estava liberando o restante da parcela - US $ 60 milhões - para evitar que a agência fique sem dinheiro até o final do mês e acabe fechando.

Os EUA são o maior doador da UNWRA, fornecendo cerca de 30% do orçamento do órgão internacional. A agência centra-se na prestação de cuidados de saúde, educação e serviços sociais aos palestinos na Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Síria e Líbano.

Centenas de milhares de palestinos fugiram ou foram forçados a sair de suas casas durante a guerra que levou ao estabelecimento de Israel em 1948. Atualmente, estima-se que 5 milhões de refugiados e seus descendentes, estejam espalhados por toda a região.

A Organização de Libertação da Palestina reagiu com raiva à decisão dos EUA, dizendo que isto está minando "o segmento mais vulnerável do povo palestino e privando os refugiados do direito à educação, saúde, abrigo e uma vida digna".

"Isto também está criando condições que irão gerar uma maior instabilidade em toda a região e demonstrará que não tem remorso em atacar os inocentes", afirmou a liderança da OLP em um comunicado.

O secretário-geral da U.N., Antonio Guterres, disse que não estava ciente da decisão, mas advertiu que a UNRWA fornece "serviços vitais".

"Estou muito preocupado e espero fortemente que, no final, se mantenha o financiamento da UNRWA, em que os Estados Unidos têm uma parcela muito importante", disse ele a repórteres na ONU.

O embaixador de Israel na U.N., Danny Danon, elogiou a decisão dos EUA, argumentando que a UNRWA usa a ajuda humanitária para apoiar a propaganda contra o estado judeu e perpetuar a situação dos palestinos.

"É hora desse absurdo terminar e é necessário que os fundos humanitários sejam direcionados para o seu propósito real: o bem-estar dos refugiados", afirmou Danon em um comunicado.

Os EUA doaram US$ 355 milhões para a UNWRA em 2016 e deveriam fazer uma contribuição similar neste ano; a primeira parcela deveria ter sido enviada este mês. Mas depois de um tweet altamente crítico em 2 de janeiro de Trump sobre o auxílio aos palestinos, o Departamento de Estado optou por aguardar uma decisão de política formal antes de enviar sua primeira parcela.

O tweet de Trump expressou frustração pela falta de progresso em suas tentativas de negociar a paz entre Israel e Palestina, e questionou se as doações aos palestinos realmente deveriam continuar.

Nós pagamos aos palestinos centenas de milhões de dólares por ano e não conseguimos nenhuma apreciação ou respeito", disse ele. "Mas, com os palestinos não querendo mais falar em paz, por que devemos com esses pagamentos maciços no futuro?".

Os israelenses acusam a agência da ONU de contribuir para a militância palestina e permitir que suas instalações sejam usadas por militantes. Eles também reclamam que alguns funcionários do UNRWA estão tendenciosos contra Israel.

Nauert disse que os Estados Unidos acreditam que precisa haver mais "compartilhamento de fardo", uma queixa regular de Trump sobre organizações multilaterais dependentes de contribuições significativas do dinheiro dos EUA.

"Nós não acreditamos que cuidar de outras nações e outras pessoas têm que ser apenas a responsabilidade dos Estados Unidos", disse ela.

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